A Possibilidade da Tristeza

11 de dezembro de 2011

A Hipertensão pulmonar fará com que você se sinta uns dias bem e outros dias pior, não há como fugir disso. Nos dias ruins, tudo pode parecer bastante cansativo e difícil. O importante é aceitar suas limitações quando você não está se sentindo bem, reconhecê-las e trabalhá-las de forma que te ajude a ficar ativo, para assim poder viver uma vida ativa e cheia de realizações.

Quando você estiver se sentindo triste…

Uma doença como a Hipertensão Pulmonar pode detonar uma depressão ou ansiedade. Você pode se sentir sem certeza de nada, ou que sua vida mudou, ou então você pode começara a pensar diferente a seu respeito e sua forma de se relacionar com os outros pode mudar. Você não será o primeiro! São emoções estressantes, mas certa quantidade de tristeza é esperada e normal. Tente essas três dicas contra a tristeza, para que você se sinta mais feliz e mais saudável.

  1. Mantenha uma atividade física – O normal é que a Hipertensão Pulmonar o faça engatinhar até sua cama e nunca mais sair. Mas existem evidências que o exercício físico pode aliviar a ansiedade e a depressão. Você deve sempre discutir o nível de exercícios com o seu médico, para saber se é seguro.  Tente juntar forças para realizar uma ou duas pequenas tarefas.
  2. Leve um amigo para jantar. Não é segredo que hipertensão pulmonar não é uma doença muito glamorosa, mas antes que você recuse outro convite, considere isso: construir e manter uma vida social ajuda a aliviar e prevenir depressão e ansiedade. Mantenha-se conectado com seus amigos e familiares. Ver os amigos pode ajudá-lo a levantar a moral e lembrá-lo de todos os seus outros interesses.
  3. Se dê tempo para se ajustar e mudar. Espere que uns dias sejam melhores que outros. Mas sempre fique atento aos sinais e sintomas de depressão que podem roubar a alegria e a qualidade de vida. Se você perceber essas mudanças, cuide-se e procure ajuda.

Você alugaria uma barriga?

31 de janeiro de 2011

Essa prática já foi exercida por celebridades como Michael Jackson e Sarah Jessica Parker e na Índia está sendo produzido como um novo e bom negócio: A barriga de aluguel.

No Brasil, essa discussão já foi tema de novela, aliás, de mesma autoria que a novela das índias, terminando em briga judicial entre a mãe biológica e a mãe de aluguel. A novela terminou, mas a discussão não, pois o veredicto final da justiça não saiu antes do fim da novela como pode ser visto na última cena do último capítulo.

Será que a causa da demora foi a conhecida andança vagarosa da justiça brasileira ou a polêmica que geraria qualquer decisão tomada pela autora?

Enfim, acredito que a vida de cada pessoa é antes de tudo feita de escolhas, sendo certas ou erradas cada um que tome a sua e não me cabe julgar a escolha de ninguém, mas o fato é que enquanto a medicina não evolui, criando a possibilidade de haver chocadeiras humanas, talvez, acredito que a barriga de aluguel seja a única possibilidade de uma portadora de hipertensão pulmonar ter um filho gerado com o seu óvulo e o espermatozóide de seu “príncipe”.

Na Índia, a dona da barriga fica à disposição de nove a onze meses (dois de amamentação). O custo para encomendar o bebê fica em torno de 30.000 dólares, valor que cobre todas as despesas – agenciamento da clínica, procedimentos médicos, bilhetes aéreos e reservas em hotéis para duas viagens à Índia (primeira para a fertilização e segunda para pegar o pimpolho) e o pagamento da mãe alugada.

No Brasil, esse procedimento só é permitido entre parentes. Uma legislação específica para a prática ainda não existe.

A verdade é que além de resolver o problema de muita gente que quer ter um bebezinho e não vê outra possibilidade pra isso acontecer, pode resolver a pergunta para aquela questão que todas as crianças poderão perguntar um dia: De onde eu vim?


Adoção

26 de janeiro de 2011

Adotar é uma forma legal e definitiva de alguém assumir como filho uma criança que tenha nascido de outra pessoa. Em todo país existem cerca de 4 mil crianças aptas à adoção. 85% dela têm de 5 a 18 anos.

 Passo a passo da adoção de criança

 1.    Procure o Juizado da Infância e da Juventude mais próximo de sua casa para entrar no Cadastro Nacional de Adoção (se preferir, você pode contratar um advogado de Família de sua confiança, especializado em processos de adoção). Ligue antes para saber quais documentos levar – eles variam entre os juizados. Pessoas solteiras, divorciadas e judicialmente separadas também podem adotar, desde que sejam maiores de 18 anos (artigo 1618 do Código Civil) e pelo menos 16 anos mais velho que o adotado (art. 1.619) . A Justiça ainda não prevê adoção por casais homossexuais, mas é cada vez mais comum pais do mesmo sexo conseguirem registrar a criança no nome dos dois após decisões judiciais.

2. No cadastro, indique o perfil da criança que deseja. Você pode escolher o sexo, a idade (no caso de crianças maiores de 3 anos, é chamada de adoção tardia), o tipo físico e as condições de saúde. Pense com calma e converse com outros pais para saber o que é bacana e o que não é em cada escolha.

3. Até dois meses, uma psicóloga do juizado agendará uma entrevista para conhecer seu estilo de vida, renda financeira e estado emocional. Ela também pode achar necessário que uma assistente social visite sua casa para avaliar se a moradia está em condições de receber uma criança. Teoricamente, o poder aquisitivo influencia, mas não é decisório.
Nessa entrevista os psicológos e os assistentes sociais cumprem também a função de diagnosticar certos desvios no desejo de adotar (suprir perda, salvar um casamento, ajudar uma criança ou adolescente)
4. A partir das informações no seu cadastro e do laudo final da psicóloga, o juiz dará seu parecer. Isso pode demorar mais um mês, dependendo do juizado. Com sua ficha aprovada, você ganhará o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em território nacional.

5. Sua ficha pode não ser aprovada. O motivo pode ser desde a renda financeira até um estilo de vida incompatível com a criação de uma criança. Se isso acontecer, procure saber as razões. Você poderá fazer as mudanças necessárias ou até mesmo recorrer à Justiça e começar o processo novamente.

6. Com o certificado, você entrará automaticamente na fila de adoção nacional e aguardará até aparecer uma criança com o perfil desejado. Ou poderá usar o certificado para adotar alguém que conhece. Nesse caso, o processo é diferente: você vai precisar de um advogado para entrar com o pedido no juizado.

7. A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda. E não esqueça: a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais de quem se deseja adotar, além da concordância deste – se tiver mais de 12 anos. A exceção fica para o caso de criança ou adolescentes cujos pais sejam desconhecidos, falecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar (o antigo pátrio poder).

8. Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, já pode levá-la para casa. Quando o relacionamento corre bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. No caso dos menores de 2 anos, você terá a guarda definitiva. Crianças maiores passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.

9. Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado, como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante.

É importante ter em mente que adotar uma criança é como ter um filho só que foi gerado pelo casal, mas é do coração, por isso requer os mesmo cuidados e dedicação, principalmente porque foram abandonadas e mais do que nunca querem amor e sentirem-se realmente filhos.

Por isso pense, analise e se se encontrar em condições vá dar seu carinho e amor à criança que como muitas, so querem ter uma família.

Todo o processo é gratuito, desde a inscrição às avaliações e acompanhamentos, exceto se os adotantes desejem serviços (psicológicos, sociais, clínicos) de profissionais da rede privada. Nesses casos, serão eles os responsáveis pelos custos. É importante lembrar que a adoção por procuração não mais existe no Brasil.

Fonte: Instituto Brasileiro de Direito de Família


Gravidez

25 de janeiro de 2011

A gravidez é responsável por uma revolução no corpo de uma mulher. Ocorrem inúmeras alterações no corpo feminino, dentre elas reações metabólicas, imunológicas, circulatórias e aumento da carga hemodinâmica levando a uma oxigenação insuficiente prejudicando o desenvolvimento do bebê e a mãe. O coração, por exemplo, durante a gestação, trabalha 50% a mais do que o normal. Certos medicamentos para a hipertensão pulmonar como a Warfarin (coumadin), Bosentan, Ambrisentan e Aldactone são nocivos para o desenvolvimento do feto. Por isso o risco de uma portadora de hipertensão pulmonar engravidar.

Evitar uma gestação é considerado pelos médicos uma medida preventiva, visto que a gestação sobrecarrega o corpo humano, em especial a parte cardiorrespiratória, e pode significar riscos para a saúde da mãe e do bebê. O índice de mortalidade nos casos de portadoras que optam por ter o filho é de 30% a 50%.

O momento do parto impõe intensas alterações, especialmente circulatórias, que são potencialmente muito graves para essas pacientes.

No período da gestação, a pressão pulmonar pode aumentar ou até reduzir, mas não significa, especificamente, piora ou melhora, além de haver redução do débito cardíaco. E ocorrem outras alterações fisiológicas como: retenção de água, aceleração do ritmo cardíaco, aumenta de peso da grávida, entre outras. Essas alterações provocam aumento do trabalho cardíaco e podem diminuir sua eficiência e incapacidade de atender às necessidades do organismo.

Segundo o pneumologista também não é incomum casos em que mulheres descobrem serem portadoras de HAP durante a gravidez, por conta dos diversos exames que são feitos no período pré-natal. “Para estes casos, a sugestão é que a gestante solicite o aborto terapêutico, que será avaliado por um comitê de ética médica. O procedimento é recomendado principalmente para pacientes nas Classes Funcionais III e IV, que são as escalas mais graves da HAP. E o ideal é que a interrupção da gestação seja realizada nos primeiros meses”, orienta.

Métodos de controle da gravidez

- camisinha e diafragma com espermicida.

- pílulas com baixa quantidade de hormônios

- vasectomia ou laqueadura

Discuta com seu médico o melhor método contraceptivo para você.

Soluções:

Para as mulheres que sonham em ser mãe existem outras maneiras de realizar esse sonho.

Uma das formas é a gestação de substituição (barriga de aluguel), que pode acarretar implicações legais, éticas, médicas e emocionais. Outra opção é a adoção.

Um diário para Nicholas

Esse é o nome de um filme que certa vez passou no Intercine. Ele me fez pensar muito na minha vida a partir de agora também.

O filme conta a história de uma mulher solteira que tem uma doença no coração, ela resolve mudar para uma cidade no interior, lá conhece uma pessoa e tem um filho, apesar de ser uma gravidez de alto risco.

No dia em que esse bebê completa alguns meses ela resolve ir para cidade com ele para buscar umas fotos, no caminho ela sofre uma parada cardíaca e acaba morrendo. No acidente de carro, seu filho acaba morrendo também.

Apesar desse personagem de ficção ter desafiado os limites, ela não podia fazer as coisas sozinhas, fez e pagou o preço por isso. Fiquei imaginando o preço que pagaria por fazer as coisas sozinhas, se pagaria algum preço e o fato de ter a vida sempre vigiada e depender de uma pessoa preocupada para poder me vigiar.

Viver normalmente já é perigoso, mas parece que quando os imprevistos possíveis de acontecer são anunciados viver se torna mais perigoso ainda.


Ser ou não ser mãe… eis a questão?

24 de janeiro de 2011

Parece que mesmo com a possibilidade de escolha de mulher entre ser executiva e independente e entre ser dona de casa, mãe e esposa em algum momento ela vai esbarrar e ter que fazer a escolha que todos esperam que ela faça, ser mãe !

A decisão de ser mãe ou não ser mãe deve ser uma atitude responsavél, consciente e muito reflitida. Será que instinto materno, relógio biológico e tudo mais que ouvimos à respeito da mulher é verdadeiro sem nenhuma exceção?

A nossa cultura tende a glorificar a maternidade, considerando-a como sendo a “máxima realização feminina” e, deduzindo daí serem as mulheres “fundamentalmente destinadas” a conceber, gestar, dar à luz e criar os filhos. Esta idéia distorcida é transmitida às meninas desde a infância, e exerce considerável influência. Há, muitas vezes, uma sutil pressão social sobre os casais “cobrando-lhes” filhos. As mulheres que não têm o instinto maternal muito desenvolvida e uma vez casada optam por não ter filhos, podem até sofrer algumas recriminações.

A gravidez e o parto impõem um grande sacrifício ao corpo feminino, provocando neste, além de considerável sobrecarga fisiológica, intensas distorções e estiramentos de tecidos nem sempre completamente reversíveis ao seu estado anterior. Existe uma tendência a exaltar apenas os aspectos positivos da maternidade, procurando “esconder” ou não falar nos negativos.  

É necessário desejar muito ter um filho para que a mulher possa suportar de bom grado e com satisfação os sacrifícios e os riscos inerentes ao período gravídico e ao trabalho de parto.

Eu nunca neguei, mas também nunca tive como objetivo, nunca vi com clareza no meu futuro a possibilidade de ser mãe. Sempre pensei que possuindo as ferramentas necessárias e em funcionamento, no momento certo, o certo iria acontecer.

O médico se preocupa mais em dar essa notícia do que todas as outras notícias de possibilidades que nos são tiradas. Afinal se não pode, a gente perde a possibilidade


Teste de Caminhada de 6 Minutos – Avaliação da Capacidade de Exercícios

19 de janeiro de 2011

Em pacientes com HAP, o TC6m para avaliar a capacidade de exercício é um reflexo das atividades da vida diária; a distância percorrida em 6 minutos avaliam o benefício de opções terapêuticas diferentes.

Para permitir comparações significativas, é importante que o TC6m seja realizado sob supervisão, de acordo com um protocolo padronizado.

  • Um corredor de 30 m deve estar disponível, marcado em intervalos de 3 m
  • O paciente deve descansar por pelo menos 10 minutos antes do teste e não deve ter realizado qualquer exercício rigoroso nas 2 horas anteriores
  • Deve-se pedir ao paciente que ele mensure sua dispnéia basal
  • Deve-se instruir o paciente para andar em sua capacidade máxima, mas não correr ou trotar; deve-se permitir que ele descanse se necessário
  • O supervisor deve contar cada volta que o paciente completa
  • Deve-se pedir ao paciente para mensurar sua dispnéia no final do teste
  • O teste deve ser repetido aproximadamente no mesmo momento do dia em cada ocasião, em condições ambientais semelhantes (temperatura, umidade e pressão)

A primeira vez que me foi pedido o teste de caminhada de 6 minutos foi difícil de saber onde ele poderia ser realizado. A busca para sua realização transformou-se numa novela.

O ponto de partida foi em clínicas que realizam testes de esforço físico, a caminhada na esteira e bicicleta para medir a capacidade de exercício, nenhuma clínica soube nos informar do teste.

No fim, acabamos por marcar o teste no Instituto Dante Pazanesse mesmo, em São Paulo. Para mim seria terrível ir para São Paulo em dias seguidos, pois tinha acabado de ir para realizar o exame cardiopulmonar e na semana seguinte teria que ir para a minha consulta. Decidi, então, que o melhor seria optar pela Unicamp.

O ambulatório da Unicamp indicou um médico que também atendia particular. Fui até o seu consultório, marquei o teste. No dia do teste não conseguia andar, estava muito inchada. O inchaço era tão grande que no dia seguinte fui hospitalizada.

Um dia antes de eu ir para o cateterismo, surge uma fisioterapeuta na minha frente me convidando para fazer o teste. Expliquei para ela minha situação: Fazia apenas 4 dias que estava andando, após 15 dias sem andar. Consegui a incrível marca de 144m em 6 minutos, me disseram que isso equivale a 1 quarteirão e meio.

Na segunda vez que fiz o teste, já consegui anda 305 metros. A marca está melhorando, estamos quase chegando lá.

Enfim, o que importa é que fiz o teste.

Segue uma tabela que ajuda a controlar e a estimular as metas.

Até 150 metros – Hipertensão Grave

De 150 até 325 – sofre uma limitação importante

De 325 até 450 – limitações moderada

Acima de 450 – limitação discreta.


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