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Teste de Caminhada de 6 Minutos – Avaliação da Capacidade de Exercícios

19 de janeiro de 2011

Em pacientes com HAP, o TC6m para avaliar a capacidade de exercício é um reflexo das atividades da vida diária; a distância percorrida em 6 minutos avaliam o benefício de opções terapêuticas diferentes.

Para permitir comparações significativas, é importante que o TC6m seja realizado sob supervisão, de acordo com um protocolo padronizado.

  • Um corredor de 30 m deve estar disponível, marcado em intervalos de 3 m
  • O paciente deve descansar por pelo menos 10 minutos antes do teste e não deve ter realizado qualquer exercício rigoroso nas 2 horas anteriores
  • Deve-se pedir ao paciente que ele mensure sua dispnéia basal
  • Deve-se instruir o paciente para andar em sua capacidade máxima, mas não correr ou trotar; deve-se permitir que ele descanse se necessário
  • O supervisor deve contar cada volta que o paciente completa
  • Deve-se pedir ao paciente para mensurar sua dispnéia no final do teste
  • O teste deve ser repetido aproximadamente no mesmo momento do dia em cada ocasião, em condições ambientais semelhantes (temperatura, umidade e pressão)

A primeira vez que me foi pedido o teste de caminhada de 6 minutos foi difícil de saber onde ele poderia ser realizado. A busca para sua realização transformou-se numa novela.

O ponto de partida foi em clínicas que realizam testes de esforço físico, a caminhada na esteira e bicicleta para medir a capacidade de exercício, nenhuma clínica soube nos informar do teste.

No fim, acabamos por marcar o teste no Instituto Dante Pazanesse mesmo, em São Paulo. Para mim seria terrível ir para São Paulo em dias seguidos, pois tinha acabado de ir para realizar o exame cardiopulmonar e na semana seguinte teria que ir para a minha consulta. Decidi, então, que o melhor seria optar pela Unicamp.

O ambulatório da Unicamp indicou um médico que também atendia particular. Fui até o seu consultório, marquei o teste. No dia do teste não conseguia andar, estava muito inchada. O inchaço era tão grande que no dia seguinte fui hospitalizada.

Um dia antes de eu ir para o cateterismo, surge uma fisioterapeuta na minha frente me convidando para fazer o teste. Expliquei para ela minha situação: Fazia apenas 4 dias que estava andando, após 15 dias sem andar. Consegui a incrível marca de 144m em 6 minutos, me disseram que isso equivale a 1 quarteirão e meio.

Na segunda vez que fiz o teste, já consegui anda 305 metros. A marca está melhorando, estamos quase chegando lá.

Enfim, o que importa é que fiz o teste.

Segue uma tabela que ajuda a controlar e a estimular as metas.

Até 150 metros – Hipertensão Grave

De 150 até 325 – sofre uma limitação importante

De 325 até 450 – limitações moderada

Acima de 450 – limitação discreta.

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Diagnóstico

4 de novembro de 2010

Os sintomas iniciais da HAP (tais como dispnéia, vertigem e fadiga) são freqüentemente leves e são comuns a várias outras condições. Em repouso, freqüentemente não há sintomas e sinais aparentes da doença. Como resultado, o diagnóstico pode ser atrasado por meses ou mesmo anos, o que significa que a HAP freqüentemente não é reconhecida até que a doença esteja relativamente avançada. A HAP é freqüentemente diagnosticada apenas depois que outras doenças tenham sido investigadas e excluídas, influenciando negativamente o prognóstico da doença.

A natureza não-específica dos sintomas associados com a HAP indica que o diagnóstico não pode ser feito apenas com base nos sintomas. Uma série de investigações é necessária para se fazer um diagnóstico inicial, para refinar o diagnóstico em termos de classificação clínica da hipertensão pulmonar e para avaliar o grau de deterioração funcional e hemodinâmica. Conseqüentemente, pode ser útil adotar uma abordagem de quatro estágios:

Para fazer o diagnóstico e procurar a causa da HP, diversos exames são necessários, os mais comuns estão citados abaixo.  

  •  Exame de Sangue – Níveis de oxigênio, observar as funções do rim e do fígado, identificar se o paciente possuí doença vascular do colágeno, tireóide, infecções ou HIV. Descartar esquissitosomose (causa ainda comum no Brasil de HP), doenças reumáticas e outras condições.
  • Raio-X de tórax – Mostra enfisema ou fibrose.
  • Doppler Ecocardiograma – Doenças do lado esquerdo do coração ou passagem anormal de sangue entre os dois lados do coração podem ser encontrados. Avalia a progressão da doença e excluir outras condições com sinais e sintomas similares.
  • Eletrocardiograma
  • Teste de Exercício de Tolerância (Caminhada de 6 minutos)
  • Cintilografia – foto da ventilação pulmonar e o irrigamento sanguíneo nos pulmões. Avalia a saúde dos pulmões e a possibilidade de embolia pulmonar crônica.
  • Tomografia de tórax – pode mostrar doenças do tecido pulmonar ou embolia pulmonar.
  • Teste de função pulmonar e medidas de oxigênio podem revelar doenças pulmonares, como DPOC
  • Estudo do sono (polissonografia) pode detectar apnéia do sono.
  • Estudo da Vaso-dilatação
  • Cateterismo do coração direito – confirma o diagnóstico. Neste exame a pressão da artéria pulmonar é medida diretamente e sua diminuição com medicamentos é testada.

Em alguns casos pode ser necessária uma biopsia pulmonar, realizada por toracoscopia, visando elaborar um diagnóstico definitivo.