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Diagnóstico

4 de novembro de 2010

Os sintomas iniciais da HAP (tais como dispnéia, vertigem e fadiga) são freqüentemente leves e são comuns a várias outras condições. Em repouso, freqüentemente não há sintomas e sinais aparentes da doença. Como resultado, o diagnóstico pode ser atrasado por meses ou mesmo anos, o que significa que a HAP freqüentemente não é reconhecida até que a doença esteja relativamente avançada. A HAP é freqüentemente diagnosticada apenas depois que outras doenças tenham sido investigadas e excluídas, influenciando negativamente o prognóstico da doença.

A natureza não-específica dos sintomas associados com a HAP indica que o diagnóstico não pode ser feito apenas com base nos sintomas. Uma série de investigações é necessária para se fazer um diagnóstico inicial, para refinar o diagnóstico em termos de classificação clínica da hipertensão pulmonar e para avaliar o grau de deterioração funcional e hemodinâmica. Conseqüentemente, pode ser útil adotar uma abordagem de quatro estágios:

Para fazer o diagnóstico e procurar a causa da HP, diversos exames são necessários, os mais comuns estão citados abaixo.  

  •  Exame de Sangue – Níveis de oxigênio, observar as funções do rim e do fígado, identificar se o paciente possuí doença vascular do colágeno, tireóide, infecções ou HIV. Descartar esquissitosomose (causa ainda comum no Brasil de HP), doenças reumáticas e outras condições.
  • Raio-X de tórax – Mostra enfisema ou fibrose.
  • Doppler Ecocardiograma – Doenças do lado esquerdo do coração ou passagem anormal de sangue entre os dois lados do coração podem ser encontrados. Avalia a progressão da doença e excluir outras condições com sinais e sintomas similares.
  • Eletrocardiograma
  • Teste de Exercício de Tolerância (Caminhada de 6 minutos)
  • Cintilografia – foto da ventilação pulmonar e o irrigamento sanguíneo nos pulmões. Avalia a saúde dos pulmões e a possibilidade de embolia pulmonar crônica.
  • Tomografia de tórax – pode mostrar doenças do tecido pulmonar ou embolia pulmonar.
  • Teste de função pulmonar e medidas de oxigênio podem revelar doenças pulmonares, como DPOC
  • Estudo do sono (polissonografia) pode detectar apnéia do sono.
  • Estudo da Vaso-dilatação
  • Cateterismo do coração direito – confirma o diagnóstico. Neste exame a pressão da artéria pulmonar é medida diretamente e sua diminuição com medicamentos é testada.

Em alguns casos pode ser necessária uma biopsia pulmonar, realizada por toracoscopia, visando elaborar um diagnóstico definitivo.

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O que diabos está acontecendo comigo?

1 de novembro de 2010

A hipertensão pulmonar é uma doença rara e crônica. Foi identificada pela primeira vez por Ernst von Romberg in 1891.

A hipertensão arterial pulmonar (HAP) caracteriza-se pelo aumento progressivo da pressão nas artérias pulmonares que levam sangue pobre em oxigênio do lado direito do coração para os pulmões, onde o dióxido de carbono é removido e substituído por oxigênio. O fenômeno também impede que os pulmões captem o oxigênio do ar de maneira adequada.

A HAP afeta pessoas de todas as idades, raças e etnias. Existem tratamentos diferenciados para que o portador se sinta melhor a cada dia. Para saber qual tratamento é o mais adequado para você consulte um especialista.

Infelizmente o diagnóstico é feito, em geral, tardiamente. Os sintomas podem não ser óbvios inicialmente e são freqüentemente atribuídos a condições mais comuns, tais como asma, fadiga geral ou falta de condicionamento físico e até mesmo a depressão (como foi o meu caso). Conforme a doença progride, alguns pacientes podem sentir falta de ar constante e fadiga de forma que mesmo tarefas simples, tais como se vestir e escovar os cabelos, tornem-se difíceis.

Se não for tratada pode levar à morte em 2 a 3 anos. Outros sintomas que podem estar presentes:

  • Fadiga ou cansaço
  • Vertigem, Tontura (especialmente ao subir escadas e ao levantar-se)
  • Desmaios (também chamados de síncope)
  • Dor no peito (angina)
  • Pela azulada
  • Tosse (pode ser seca)
  • Inchaço nos pés ou nos tornozelos
  • Dilatação do fígado e/ou do abdômen.
  • Perda de energia
  • Depressão
  • Falta de ar ao esforço

A hipertensão pulmonar pode ser primária ou secundária. É secundária quando deriva de alguma outra doença.  É considerada primária, quando não se consegue encontrar causa para o distúrbio.

Nos estágios avançados a mínima atividade pode causar todos esses sintomas. Pacientes em estágios avançados podem ter batimentos cardíacos irregulares, pulsação acelerada, desmaios, dificuldade em respirar e descansar.

Existem muitas causas para a HAP, conhecidas e desconhecidas. Cabe ao médico fazer uma cuidadosa investigação para estabelecer a causa, porque isto tem implicações diretas no tratamento.