Posts Tagged ‘Tristeza’

A Possibilidade da Tristeza

11 de dezembro de 2011

A Hipertensão pulmonar fará com que você se sinta uns dias bem e outros dias pior, não há como fugir disso. Nos dias ruins, tudo pode parecer bastante cansativo e difícil. O importante é aceitar suas limitações quando você não está se sentindo bem, reconhecê-las e trabalhá-las de forma que te ajude a ficar ativo, para assim poder viver uma vida ativa e cheia de realizações.

Quando você estiver se sentindo triste…

Uma doença como a Hipertensão Pulmonar pode detonar uma depressão ou ansiedade. Você pode se sentir sem certeza de nada, ou que sua vida mudou, ou então você pode começara a pensar diferente a seu respeito e sua forma de se relacionar com os outros pode mudar. Você não será o primeiro! São emoções estressantes, mas certa quantidade de tristeza é esperada e normal. Tente essas três dicas contra a tristeza, para que você se sinta mais feliz e mais saudável.

  1. Mantenha uma atividade física – O normal é que a Hipertensão Pulmonar o faça engatinhar até sua cama e nunca mais sair. Mas existem evidências que o exercício físico pode aliviar a ansiedade e a depressão. Você deve sempre discutir o nível de exercícios com o seu médico, para saber se é seguro.  Tente juntar forças para realizar uma ou duas pequenas tarefas.
  2. Leve um amigo para jantar. Não é segredo que hipertensão pulmonar não é uma doença muito glamorosa, mas antes que você recuse outro convite, considere isso: construir e manter uma vida social ajuda a aliviar e prevenir depressão e ansiedade. Mantenha-se conectado com seus amigos e familiares. Ver os amigos pode ajudá-lo a levantar a moral e lembrá-lo de todos os seus outros interesses.
  3. Se dê tempo para se ajustar e mudar. Espere que uns dias sejam melhores que outros. Mas sempre fique atento aos sinais e sintomas de depressão que podem roubar a alegria e a qualidade de vida. Se você perceber essas mudanças, cuide-se e procure ajuda.
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Estou triste, mas vivo bem

12 de janeiro de 2011

A tristeza é um substantivo abstrato, portanto díficil de entender e de difinir. A minha tristeza pode se assemelhar a daquele cego que pedia esmolas nas ruas de Paris e escreveu “É primavera, eu não posso ver”. Essa é a tristeza de algo que foi tirado da gente sem ser pedido ou autorizado. É a perda de algo que nos custou caro.

A tristeza traz o medo. O medo de que esse estado estado de ânimo se torne permanente e tome conta de nós. Atualmente, é proibido ser triste. Pessoas que se sintam tristes são criticadas, rechaçadas e excluídas. Temos receio de expressar nossos sentimentos e ver nossos amigos se afastarem de nós.

O uso indiscriminado de anti-depressivos criou pessoas com dificuldade em lidar com a tristeza e que assumem a idéia que ela precisa ser combatida, tratada e medicada. Há um clima de pouca tolerância e paciência com pessoas que estão tristes.

Tratamos a tristeza como se fosse depressão.

Ficar triste é normal na vida de qualquer ser humano. Essa melancolia às vezes dura dias, semanas ou até meses.

Ao viver a tristeza você estará se respeitando. Respeitando sua dor, sua necessidade, seu corpo e sua mente. O sofrimento tem um poder incrível de nos fazer crescer. É nos momentos de crise que somos mais produtivos. Quando sofremos uma perda, uma porta se fecha. Em conseqüência disso, contudo, infinitas outras se abrem. É a possibilidade da mudança e do crescimento. Nietzsche já dizia que aquilo que não nos mata nos fortalece.

Não tenha medo de se entregar à tristeza. As nossas lágrimas são como a água de um galão. Há uma quantidade a ser chorada. E isso é inevitável.

Quero poder dizer que não estou bem pra alguém e esse alguém não tentar mudar meu estado. Quero assumir minha tristeza sem receber abraços como se o calor produzido ali fosse me deixar melhor. Quem disse que não posso ficar assim? Quem disse que estar assim é ruim? Eu me permito ficar assim. Eu preciso. Preciso me respeitar.  

“A tristeza tem um motivo real, a depressão não”.

Quero o direito de ser triste, oras! Afinal cada um tem a sua. Viva a sua que eu vivo a minha. Antes viver uma tristeza convicta que uma felicidade mentirosa